Insólitos Urbanos IV

Bem, hoje sem mais demora aqui vai um Insólito Urbano para todos vós.

(Têm de carregar para ver bem)




Bem. Não há muito que eu possa dizer sobre este insólito. Sei lá. Talvez essa madreborde em concreto não tenha o dicionário do Microsoft Office?

Às tantas fiquei sem saber se ele procurava uma Madreborde ou uma mãe boa. *creepy*

Mas a pelaca deve ser das boas. Principalmente pró secador.

Mas bem, já chega. Senão ainda acabo com um proceço no tribunal Suprior.

P.S - Eu sei que o dicionário não está alojado na Motherboard.

P.S.S. - É muito português aquilo do "Usado, barato e a funcionar bem". É engraçado. Quando não se sabe ao certo pede-se o bom e barato.

Um Português Pedante. Por Favor.

Muito boas noites,

Como pessoa que trabalha no atendimento ao público deparo-me, não raras vezes com pessoas pedantes, nomeadamente portugueses.

Os portugueses são paradoxais. Porque se por um lado são mal atendidos nas finanças e não se queixam, ao mesmo tempo quando vão a hotéis, restaurantes ou lojas, já gostam de ser tratados como deuses e gostam de tratar os funcionários que os atendem como animais de jardim zoológico que estão ali para os divertir.

O caso mais frequente é daquele panasca que por coincidência conhece o nosso patrão. Adoram vir com as chalaças de "Ah veja lá se não é preciso ligar ao patrão" ou "O seu patrão vai saber disto" etc etc, quando as coisas não correm bem como eles querem.

Refira-se que eu acho que todo e qualquer cliente tem direito a queixar-se se o serviço não for o melhor. Acho muitíssimo bem. Aliás eu próprio queixo-me quando as coisas não correm com o mínimo de qualidade. O que é muito diferente de não correr como esperamos. Porque toda a gente deve exigir ser bem servido. O problema de alguns labregos é que acham que têm de ser tratados como realezas porque têm um pouco mais de dinheiro.

O português pedante é aquele que vai a um restaurante e depois come. Come. Come. Come. Come. E bebe. Bebe. Bebe. Bebe até estar repleto. Mas no fim ao pagar vai pedir um desconto porque a comida não estava boa. E o vinho estava quente.

E podem dizer que eu também me queixaria se a comida não fosse boa. Sim. Uma vez comi um hambúrguer que de tanto óleo e gordura que tinha fazia poças de óleo nas irregularidades do hambúrguer. Só consegui comer as pontas. E queixei-me. Mas paguei. Não foi "Olhe, comi tudo mas não pago porque tinha demasiada gordura." Pelo contrário. Estava com a Efémera que tentou comer uma Francesinha que sabia a mofo e não comeu. E não me cobraram a Francesinha, mas em momento algum pedi para não pagar. Embora tenha apreciado, sinceramente, o gesto de não cobrar. Mas não me deixou satisfeito, porque satisfatório seria comer bem.

Contudo o português pedante come como um leão e depois queixa-se que a comida não prestava e que é muito caro. Impõe-se a pergunta. Então porque comeu tanto?

Normalmente este tipo de português é um Novo Rico que é uma praga horripilante. São aquelas pessoas que por sorte ou por trabalho ganharam muito dinheiro e que de repente vêem-se na possibilidade de gastar mais algum dinheiro e de vestir melhor e depois acham que devem ser tratados como a realeza na Idade Média.

Refira-se apenas que muitas vezes estas pessoas também são aquelas que servem os outros. E acham que o cliente nunca tem razão e só se queixa por pirraça. E dão tudo do mais barato e rasca independentemente do preço que pedem e não se preocupam minimamente com a satisfação do cliente.
Tenho um exemplo de um senhor dono de um restaurante que estava cheio. Perguntei se tinha mesa e ele disse que tinha de esperar, ao que respondi que só tinha meia hora para almoçar e por isso teria de ir a outro restaurante. A resposta dele foi de que não ia conseguir comer noutro restaurante. Por muito que eu goste da comida desse sítio nunca mais lá volto. Porque foi extremamente indelicado e rude, para além de que ele não tem absolutamente nada a ver com o sítio onde como ou deixo de comer.
Teria lá voltado mais depressa se ele me tivesse indicado outro sítio para comer. Assim, perdeu um cliente.

Tenho a certeza que toda a gente já encontrou pessoas destas em todo o lado. Se nunca encontraram ninguém assim, é provável que sejam um deles.

De volta

E bem, cá estou eu de volta. Ao trabalho.
O regresso ao trabalho é sempre deprimente, seja vindo das férias ou das folgas, ter que apanhar toda a estupidez de uma semana de ausência, num só dia é para elevar os níveis de colesterol de qualquer um.

Mas bem, ainda falta muito tempo para a reforma, por isso, tem que se aguentar.

Um pequeno recado apenas para todos os labregos que usam o relógio no braço direito.

Hoje em dia, há muita gente que usa o relógio no braço direito, mas isso apenas se deve aplicar para os canhotos. Os relógios estão desenhados para pessoas dextras. Portanto experimentem lá pôr o relógio no pulso direito e tentem lá acertar o relógio sem o tirar.

Mais, dado que a maior parte das pessoas são dextras, vão mexer a mão direita com mais frequência e força do que a mão esquerda, daí são provocadas grandes oscilações na máquina do relógio que severamente afectada pela gravidade, o que pode provocar atrasos ou adiantamentos do relógio.

Finalmente ainda, há alguns relógios cuja fragilidade faz com que sejam vulneráveis a pequenas coisas, como a pulsação, que é mais forte na mão direita, se forem dextros.

Se forem canhotos, aí sim, deve usar o relógio no braço direito, mas também devem comprar um relógio canhoto, para se adaptar às necessidades.

É só porque hoje em dia é cada vez mais comum, dextros usarem o relógio na mão direita e de certa maneira é estúpido.

Falta de critério

  Estava eu muito bem a acabar de jantar quando ao olhar para o prato reparei num pedaço de osso de frango assado. Pensei como a vida é efémera, como estamos restringidos à nossa medíocre condição humana e o quão absurdo é o mundo em geral. Por momentos quase filosofei um pouco, mas ao ver que o pacote de ketchup dizia 477g em vez dos habituais 500g, abstraí-me dos meus pensamentos profundos e voltei à realidade. Tudo isto para dizer que quando estava à mesa, ouvi a televisão por trás de mim constatar o óbvio: os Homens da Luta foram eliminados CAPTAIN OBVIOUS! Na verdade, nunca percebi como é que alguém alguma vez acreditou que eles poderiam chegar à final. Não é que o resto do festival em si seja muito melhor, porque é um evento mais que falhado hoje em dia. 
  Mas voltando à vaca fria, dizem os senhores jornalistas que andaram na rua a perguntar aos portugueses o que pensam dos idiotas em questão. E aqui prendo-me com um problema, os depoimentos que se seguiram ou são uma amostra realista de que os portugueses são das pessoas com menos critério que existem à face da terra, ou os senhores jornalistas dão a habitual continuidade à mediocridade das suas reportagens mostrando apenas aqueles que disseram bem. Porque entre umas sete (talvez, não estava a olhar para o ecrã mas a ouvir) mais ou menos, apenas uma disse que era normal terem perdido, porque não são bons (não foram as palavras exactas). O vídeo ainda não está disponibilizado para poder dar as frases concretas, mas assim que o conseguir, ponho aqui o link.
   Continuando, a maioria das pessoas dizia que a música era gira (!?), que a ideia deles era boa -só não percebo é como é que chegou lá sendo o Festival da Eurovisão um evento que proíbe músicas com teor político- para chamar a atenção e mostrar o estado do país. Também diziam que era um retrato fiel do país, e neste ponto foi quando pensei que estas pessoas não devem viver todas cá, só pode, porque eu não vejo quer a nível estético quem anda como eles, nem a nível de significado, porque para fazer um retrato fiel do país ou destas gerações que andam nas bocas dos meios de comunicação ultimamente, só seria fiel se tivessem levado roupa daquelas marcas fashion que por sinal são bem caras, se levassem ipads, iphones, telemóveis andróides (ou smartphones, seja o que for), portáteis, gadgets inúteis, sapatos dos mais caros, etc etc etc. Poderia ir por aí a lista. E agora toda a gente me diz "Ah não é assim, de todo!" Pois bem, eu acho que é assim, porque estando plenamente consciente que com grande parte das pessoas não se aplica, com uma outra maioria posso dizer que, vendo o que se passa quer na vida real à minha volta, quer pela blogosfera portuguesa, as pessoas são do mais consumista que há. São as marcas de roupa que toda a gente parece ter e que eu não entendo como é possível dar 30€ por uma tshirt de algodão, sapatos a começar nos 80€ para cima, são vernizes de 25€ o frasco, óculos de sol, relógios, tudo de marcas sonantes, e depois são as tecnologias de iphones, ipads e afins, que chegaram inclusivamente a esgotar no dia em que chegaram (tendo em conta que alguns custavam mais que um salário mínimo), e não vejo, pelo menos nas cidades que frequento, os restaurantes com menos gente, ou bares vazios nem nada semelhante. Também não vejo os estudantes gastarem menos dinheiro em jantares de curso, trajes, bebedeiras ou até porcarias do enterro em que se pode ver os músicos que por lá passam de graça em inúmeras ocasiões. Se bem que "não têm dinheiro para os manuais". E podia continuar.

Não posso dizer que sou imune. Também compro livros (e demais). Também vou a concertos e também já comprei sapatos. A única diferença é que, não recebendo nem um ordenado nem uma mesada, tenho de poupar dinheiro para tudo e então não me queixo que a vida está má, depois de receber um salário e estalá-lo sabe-se lá em quê.

Quem diz que Homens da Luta é um retrato de país, não tem um espelho em casa. As pessoas dizem que não têm dinheiro e que não podem ter uma casa, eu não sei desde quando é que se pensa que se pode ter uma casa e continuar a ir ao cinema e comprar roupa todos os meses e tudo mais quando o ordenado não é avultado. Mas que dá para viver dá, não dá é para gastar em coisas que não sejam estritamente necessárias. Temos um país onde vivemos bem e onde se consome e, infelizmente, onde também ninguém pensa antes de se queixar e dizer que eles fazem um bom retrato.
E quem diz que aquela música é boa, só pode ser um inculto a nível musical. Independentemente dos gostos, aquilo não é nada, santa paciência. Alguma vez aquilo é "bom". Enfim.

Nota: é apenas a minha humilde opinião. Também sei que há outras realidades (eu vivo numa). Mas a maior parte de quem vejo queixar-se é assim.

Agora mesmo

No Quem Quer Ser Milionário, agora mesmo, está uma senhora, que trabalha na função pública e queixa-se que lhe tiraram 200€ ao salário.

Coitada, porque bem os funcionários públicos não ganham assim tanto como se diz. Coitada de mim :'(

Portanto se ela perdeu 200€ é porque ganhava pelo menos 2800€.

E queixa-se esta pedante que têm pouco dinheiro. Os 2600€ restantes são três vezes e meia mais que o meu salário. Portanto agora vá insultar outro.

A ver a banda

Às vezes recordo-me do tempo em que andava na escola e todos nós que tocávamos um instrumento sonhávamos em ter uma banda.

Tenho vários amigos de altura que entretanto estiveram envolvidos em bandas e projectos, mais ou menos interessantes e conheço um mar de gente que teve bandas ou ainda tem.

Sempre que penso nisso deparo-me com a questão existencial.

Olhando para mim próprio que toco guitarra e já tive uma banda, sempre encarei a minha banda, que consistia em mim e um amigo meu a tocar guitarra, como um projecto pessoal para dominar o mundo.

Estava a brincar.

Para mim, fazer música foi sempre uma diversão. Sempre me diverti simplesmente por fazer parte daquele processo, que a mim me fascina bastante, que é o processo criativo. O facto de a música ser minha e de eu poder fazer aquilo que bem me apetece é algo de bastante engraçado, ou melhor, interessante.

A minha banda chegou a dar um concerto, que, apesar de ter corrido mal, foi divertido para mim, precisamente pelo divertimento de estar ali em palco e, apesar de ninguém estar a ligar patavina, eu podia, se me apetecesse, dar um berro e por muito que as pessoas não gostassem eu já o tinha dado e não podia voltar atrás.

Resumidamente, nunca olhei para a música que fazia na altura e que faço ainda agora como um projecto de sucesso que me iria trazer uma vida melhor. Obviamente se eu dissesse que nunca sonhei com isso, estaria a mentir, mas tal como isso nunca esteve perto de acontecer, eu nunca estive perto de acreditar nisso. Aproveitava e aproveito o tempo em que estou a fazer música para me divertir e desfrutar do prazer de ver as peças a encaixarem-se como um pequeno puzzle, só que neste caso são as minhas peças e o meu puzzle, tudo feito por mim e ao meu gosto. E na realidade estou-me nas tintas para se as pessoas gostam ou não.

Contudo e sempre que me recordo desses tempos de escola e pós escola, recordo-me de amigos meus e pessoas que conheço de forma mais ou menos distante, levarem as suas bandas a sério como raio. E recordo-me de pensar precisamente a mesma coisa. É assim tão necessário o sucesso para a realização pessoal? Obviamente que é, mas no caso da banda, é realista a maior parte das pessoas pensarem que vão ter sucesso?
Eu muito sinceramente acho que não. Por vários factores. Primeiro é preciso ter muita qualidade, para chegar a algum lado, ou então é preciso ser uma maria-vai-com-as-outras e fazer o que tudo o resto faz e participar em meia dúzia de festas e concursos de bandas e esperar que um desses caça-talentos que anda à procura de mais do mesmo, nos descubra.
Em segundo lugar, estamos em Portugal e basta ver os nomes que aparecem na cena musical dos últimos anos para perceber que não é lá grande coisa e que para sermos iguais temos de ser medíocres. Portugal não é um país que aceite muito uma certa complexidade musical. A coisa mais complexa que eventualmente tem sucesso é o Pedro Abrunhosa e só por aí já está tudo dito. Obviamente que em Portugal há coisas mais bem feitas e mais trabalhadas, mas a verdade é que não é isso que tem sucesso.

Daí que sempre me fez confusão ouvir certas frases do género "Estou ansioso por viver só da música" entre outros soundbites, que para mim são um pouco perturbantes, no que toca a prioridades na vida.

Portanto chega-se a um beco sem saída que é dizer fuck the world e fazemos o que nos apetece. Ou então viver hipócritamente contente com o facto de sermos medíocres e como os outros. Na primeira hipótese hipotecamos quase automaticamente qualquer esperança de sucesso. Na segunda hipótese há uma infima possibilidade de ter sucesso, mas bem, é-se uma grade merda.

Eu escolho a opção fuck the world. Ao menos se não tiver sucesso posso olhar para aquilo que fiz e não me arrepender porque fiz o que quis. Posso até olhar para certas coisas que escrevi e achar ridiculo, o que é normal, mas no fundo na altura deu-me prazer e isso é que fica.

Contudo basta ir ao myspace ver as bandas desconhecidas que há por lá e é tudo sempre o mesmo ram-ram. Tudo não, mas a grande maioria não passam de bandas que só adicionam "friends" e comentam na esperança de serem comentados a seguir e promoverem-se uns aos outros.

Uma Verdade

Em tudo há muitas verdades. Mas esta é uma verdade sobre celebridades na qual eu acredito. Ou melhor, com a qual eu concordo.

Ricky Gervais partilha a sua opinião neste vídeo.



Também dá uma boa opinião sobre a recessão e atitude das pessoas para com essa situação.

Enjoy!

A Percepção do Youtube

Muito bem, hoje trago-vos uma coisa engraçada que provavelmente toda a gente já conhece. Mas bem, cá vai de qualquer das maneiras.

Ray William Johnson é um dos mais populares "youtubers" da actualidade e faz estes sketchs onde fala dos "viral videos" da actualidade. É bastante engraçado.

Contudo, o que eu quero que vejam é o seguinte. No início do vídeo carreguem no botão CC do youtube e escolham transcrever audio. E desfrutem. Eu cá por mim fartei-me de rir com a transcrição do youtube e eu sei que bem, é melhor que nada, principalmente para pessoas surdas, mas a verdade é que há certas coisas que são simplesmente demasiado estupidas.

Já agora, o video também é engraçado, contudo consultem o canal dele que se chama raywilliamjohnson e vejam os outros videos que ele tem. Muito bons.

Penso que sim. Acho que não,

Penso que sim mas acho que não.

Parece ser este o lema de muitos políticos de hoje em dia, principalmente quando está em jogo a hipótese de poder ascender a um cargo ou a hipótese de levar para a frente a sua "donzela".

Notoriamente fala-se bastante de Fernando Nobre. Obviamente Fernando Nobre ou é extremamente hipócrita ou é extremamente ingénuo.

Porque só uma pessoa com uma destas duas personalidades, pode não ver mal nenhum, em candidatar-se como cabeça de lista de um partido, após ter afirmado a pés juntos que nunca o faria. E só uma pessoa dessas é que não vê onde está o erro de avaliação da coisa.
A isto adiciona-se a estupidez de dizer "Se não for eleito Presidente da Assembleia da Republica, renuncio"

Uma das pessoas que eu menos aprecio na política é o Sr. João de Deus Pinheiro que meia hora depois de ter sido empossado como deputado, após ter sido eleito como cabeça de lista por Braga, renunciou. Tempo recorde. É este tipo de manobra política que nem tem nada a ver com dinheiro mas tem a ver com falta de sinceridade. Eu lembro-me, aliás de se falar bem antes das eleições que se ele fosse eleito, renunciaria, mas a direcção de bancada do PSD (partido pelo qual foi eleito) não resistiu a dizer que tinha sido apanhada de surpresa. O Sr Deus Pinheiro argumentou razões pessoais.

Outra pessoa que, já me tinha dado essa impressão, mas que comprovou isso mesmo foi Carlos Abreu Amorim, personagem mais ou menos desconhecida mas que escreve alguns artigos de opinião aqui e ali e que agora aceitou ser cabeça de lista do PSD por Viana do Castelo. Veja-se a opinião que ele tinha há um ano sobre o líder do PSD Pedro Passos Coelho.

"demasiado enlaçado nos defeitos e vícios do regime para conseguir mudar"

"Escaqueirou o seu principal compromisso - não admitir uma subida de impostos - antes mesmo de ter chegado ao governo. Os políticos portugueses tinham-nos habituado a estilhaçar as suas juras eleitorais mal ascendiam ao poder, mas Passos Coelho antecipou-se" (em relação a Pedro Passos Coelho ter aprovado um PEC, imagino que deve ter ficado de baixa quando Passos Coelho aprovou o orçamento)

Mas após o convite...

"Fiquei bastante impressionado. É uma pessoa de muita confiança"

"O facto de ter sido convidado, depois das críticas que fiz, só demonstra a grandeza de Passos Coelho."

Mais ainda, não consegui encontrar um artigo que ele escreveu em que basicamente falava do dia em que soube que Sá Carneiro tinha falecido e como nunca mais se quis envolver na política. Mas bem, agora é candidato, não pelo dinheiro. Só que a mim, particularmente não me interessa o dinheiro, interessa-me sim a coerência.

"Candidato-me porque Portugal nunca esteve tão doente desde que me fiz homem. Porque não me recordo de termos sido tão mal governados como agora. Porque empobrecemos nas finanças e na economia mas, sobretudo, no orgulho que tínhamos em sermos portugueses e na mais elementar convicção quanto às nossas qualidades colectivas - desacreditamos em nós mesmos, uns dos outros e todos, em uníssono, do país." diz Carlos Abreu Amorim.

Só que Carlos Abreu Amorim esquece-se, com toda a conveniência, que se o governo em funções não queria apertar o cinto de uma vez era para não parecer que estávamos em pânico. Aliás, José Sócrates disse isso mais que uma vez. Mas para CAA é o orgulho em ser português que está em causa.
Pois tenho a dizer que pior que um governo fazer vários Pacotes de Estabilidade e Crescimento, é dizer que "o país está de Tanga", para toda a gente ouvir. Mas CAA acha que sim, isso passa uma imagem maravilhosa do país. E por isso se candidata a deputado, ostracizando a memória do grande (para os sociais democratas) Sá Carneiro. Toda a gente se preocupa com a morte de Francisco Sá Carneiro e se morreu ou foi morto. A verdade, que já foi mais ou menos documentada, é que a haver atentado foi contra Adelino Amaro da Costa que seguia no mesmo avião, mas bem, estou a desviar-me.

Quero apenas que se entenda que acho que a classe política em Portugal, não é incompetente e não creio que seja por culpa deles que o país está como está. Continuo a achar que a crise mundial de 2008 afectou-nos porque apesar de na altura estarmos em franca recuperação, continuávamos ainda vulneráveis, e as reformas que precisavam de ser feitas, e que Sócrates quis fazer como o PRACE que passava por reestruturar os quadros da administração central, nunca foram apoiadas pela oposição, talvez não houvessem tomates para isso porque ninguém quer ficar mal visto.

Não se pode num dia criticar José Sócrates porque o caso do Freeport foi, eventualmente, manipulado e depois fazer olhos fechados à completa palhaçada feita nos casos dos submarinos e o Caso Portucale, que apesar de terem sido protagonizados por personagens do PP convém dizer que essas personagens governavam num governo maioritariamente PSD.

Enfim CAA...

Musicalidades V

Stairway To Heaven - Led Zeppelin


Ok. Esta música é o maior sucesso de todos os tempos. A múscia mais passada de sempre na rádio, pertencente a um disco com 37 milhões de discos vendidos e provavelmente um dos melhores discos de rock de sempre (contudo se nao for este é outro disco dos Led Zeppelin certamente). Provavelmente o disco mais mítico e com mais lendas à volta dele. E provavelmente a música mais mítica e mais lendária de sempre.

À volta desta música há muitas histórias. Dizem que se a invertermos é uma mensagem satânica. Há quem diga que é plágio. Há quem diga que se assemelha a uma peça de um compositor clássico. Todo o tipo de rumores rodeiam esta música.



There's a lady who's sure all that glitters is gold
And she's buying a stairway to heaven
When she gets there she knows, if the stores are all closed
With a word she can get what she came for
Ooh, ooh, and she's buying a stairway to heaven

There's a sign on the wall but she wants to be sure
'Cause you know sometimes words have two meanings
In a tree by the brook, there's a songbird who sings
Sometimes all of our thoughts are misleading
Ooh, it makes me wonder
Ooh, it makes me wonder

There's a feeling I get when I look to the west
And my spirit is crying for leaving
In my thoughts I have seen rings of smoke through the trees
And the voices of those who stand looking
and it makes me wonder
really makes me wonder

And it's whispered that soon if we all call the tune
Then the piper will lead us to reason
And a new day will dawn for those who stand long
And the forest will echo with laughter

If there's a bustle in your hedgerow, don't be alarmed now,
It's just a spring clean from the May Queen
Yes, there are two paths you can go by, but in the long run
There's still time to change the road you're on
Ooh, it makes me wonder
Ooh, Ooh, it makes me wonder

Your head is humming and it won't go, in case you don't know
The piper's calling you to join him
Dear lady, can't you hear the wind blow, and did you know
Your stairway lies on the whispering wind

And as we wind on down the road
Our shadows taller than our soul
There walks a lady we all know
Who shines white light and wants to show
How everything still turns to gold
And if you listen very hard
The tune will come to you at last
When all is one and one is all, yeah
To be a rock and not to roll.

And she's buying the stairway to heaven

Eu não vou estar aqui a especular sobre o significado. Há quem diga que há um toque de Senhor dos Anéis e de todos os rumores que referi este é o único que para mim fará algum sentido, contudo não totalmente.

Apesar disso a música é grandiosa. Tem um dos riffs mais espectaculares e profundos do rock e tem uma evolução pautada e perfeita, onde cada instrumento toma o seu lugar numa conjugação perfeita de forças que termina numa apoteose potenciada pelo solo fenomenal de Jimmy Page.

Para os fans "die-hard" de Led Zeppelin esta música foi um flop apenas para garantir vendas. não concordo. Mas também não concordo com aqueles que dizem que esta é a melhor música de sempre dos Led Zeppelin, contudo isso é apenas uma questão de gosto. Contudo é impossível negar que esta música é uma das melhores de sempre.

#1 - Magic Hour - dEUS
#2 - Stairway to Heaven - Led Zeppelin
#3 - My Little Contessa - dEUS
#4 - Achilles Last Stand - Led Zeppelin
#5 - Tea For One - Led Zeppelin
#6 - Rich Kid Blues - Terry Reid / Raconteurs